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Algumas das letras de música escritas por Max Henrique para projetos individuais e coletivos.

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Sensatez

Ouça o meu riso histérico
Pense sobre o que ele pode ser
E o que me fez tão agressivo

Não me importa o dilema
Eu só preciso responder
Com toda a raiva que eu cultivo

Não posso ser mais cético
Mas posso me convencer
A ser bem mais impulsivo

Já que não existe problema
Que não de pra resolver
Com a quantidade certa de explosivos

Difícil mesmo é acreditar na sensatez
Cada ataque de certeza
Alimenta a estupidez

O choque me deixa elétrico
Nada traz tanto prazer
Do que o ódio criativo

Não tenho nenhum esquema
Só o que eu tenho que fazer
Toda a guerra é o meu objetivo

Uma hora o outro acorda
E eu espero não estar aqui
Uma hora rompe a corda
E eu espero não estar aqui
Uma hora isso transborda
Eu não quero estar aqui

O encanto é magnético
Nada como algum poder
Pra que eu sinta que estou vivo

Ataco com força extrema
E quem vai pagar pra ver
Não preciso de qualquer motivo

Diversão + Desespero

Se estamos na rua de olhos bem abertos
Talvez abertos demais
Se estamos esperando alguém que satisfaça
O que nada satifaz
Não é tão estranho
Que faltou mais tempo
Ou foi tempo demais

Se estamos na rua de olhos bem abertos
Talvez abertos demais
Se estamos esperando alguém que satisfaça
O que nada satifaz
Não é o tamanho
Do arrependimento
Que faz abrir o gás

Tento separar
O que é diversão do que é desespero
De onde vem a fumaça
Onde está o esqueiro

Tento separar
O que é diversão do que é desespero
De onde vem a fumaça
Onde está o esqueiro

E o telefone não toca.

Vento

Eu que praticamente moro na rua
Eu que sempre tive de tudo
Agora quero muito mais
Agora eu quero mais que nada

Eu que raramente respiro fumaça
Nao me contento mais com ar puro
Agora é pouco nao olhar pra tras
Agora é cabeça parada

Eu que dificilmente fecho os olhos
Eu que raramente fico mudo
Agora evito acidentes fatais
Agora quero a historia bem contada

Eu que felizmente acho engraçado
Eu que não acho nada absurdo
Agora prendo os animais
Agora durmo de porta fechada

Sempre gostei do vento no rosto
Mas eu nao consigo mais parar
Agora tudo pode me alcançar

Agora Nunca

Agora nunca
Sempre a próxima coisa
E não é pelo momento
Que escorrega sempre
E nem é pelo passado
Que na verdade é o presente

Agora e antes
Os tempos ao mesmo tempo
Quando a hora bate
Ela não bate de frente
Agora nunca encosta
Ele apenas passa rente

Agora e sempre
Agora e sempre urgente
Esse tempo do relógio
O tempo que sempre mente
Toda hora é diferente
Toda hora é um acidente

Agora e ontem
E nunca é coerente
Nos vazios da memória
Agora e inconsciente
Do pulso que um dia acaba
Em todo tipo de gente

Ontem à tarde nos meus rins
Dez e quinze na minha cara
Ano passado no meus olhos
Hoje à noite nunca para

Trinta frames por segundo
Quantos bytes por segundo
Trinta metros por segundo
Quantos beats por segundo

Até Agora Nada

Enfio a cara na rua, na noite, nos outros,
E até agora nada
Nada que tire esse gosto,
Nada que aumente a dor
Que eu preciso pra esquecer

Eu saio de terça a domingo, e segunda
E até agora nada
Nada que me mude os olhos,
Nada que tenha uma cor
Que eu goste de ver

Pro mundo acabar amanhã eu danço, bebo, fumo
E até agora nada
Nada que traga essa calma,
Por mais que eu saiba de cor
Tudo que eu nao devo ser

E hoje,
Toda boca é limpa
Toda pele é lixa
Todo beijo é só

E hoje,
Toda boca é limpa
Toda pele é lixa
Toda mão é nó

E até agora nada
E até agora nada
Até agora nada.

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Jenny

Jenny walks into a cave
Nothing inside, but she’ll bring something in
Jenny walks like a slave
Nothing to hide, but she’ll find herself a sin

Sometimes old like a tree Sometimes warm like a coat
She closed her eyes but she can´t sleep All that silence hurts her throat

Jenny feels nobody is safe
Nothing is wrong, but she will like the daydream
Jenny feels what is her fate
Nothing is dead, but she can’t feel her skin

Like a murderer’s sleep Like a dog smelling home
With a lie that she can’t keep
Without choice, flying, gone

Refusing the guns on our heads
Refusing to lie on the floor
Jenny and I, we’re waiting for the world to end

Bem-vinda

Do tempo que ainda falta
Nessa tarde quente e vermelha
Uma parte é pra te chamar
Uma parte é pra te esquecer

Do veneno que ainda falta
Nesse ferrão de abelha
Uma parte é pra te adoçar
Uma parte é pra adormecer

Bem-vinda
À uma nova trapaça
Bem-vinda
A mais um dia da caça

Do gole que ainda falta
Na cachaça que vem centelha
Uma parte é pra te engasgar
Uma parte é pra voce beber

Do papel que ainda falta
No retrato que eu rasguei
Uma parte é pra te lembrar
Uma parte é pra devolver

Do pedaço que ainda falta
Nessa boca que eu pintei
Uma parte é pra te assustar
Uma parte é pra te render

Do remédio que ainda falta
Nesse copo que eu preparei
Uma parte é pra te curar
Uma parte é pra entorpecer

Bem-vinda
À uma nova trapaça
Bem-vinda
A mais um dia da caça

Predictable

(Letra: Max Henrique)

I will kindly disrespect you
I will ask who you have seen
I don’t think that I’ll be sorry
I do think that I am mean

When you say that I don’t know you
I’m not sure that´s what you mean
I don’t know who is the blackbird
But it’s always on my dream

I won’t fuck with your disguises
I see why they do not sink
I got my own set of raincoats
Not so rare they blend my skin

But you´re so predictable
And all

I won’t get inside the tree hole
I’m not letting down my sins
I’m not going down the white path
I don’t like the light on me

But you´re so predictable
And all

And when they breathe all over me
I feel the earth below my feet
They think that´s all its gonna be
But they don’t laugh at sleep you see

And when you breathe all over me
I feel the sky below my feet
I think that´s all it´s gonna be
And they wonder why I smile, you see

Carnaval

Eu fecho os olhos e sinto tudo acabar
na sua mordida

Lá fora é carnaval e ninguém se preocupa
em escutar nada

Nem todo calor vai me empurrar
em direção à saída

Embora seja normal sentir alguns calafrios
em noite estrelada
Ainda é muito cedo pra recuperar
a saliva perdida

E sendo assim, você devia manter
sua boca fechada
Os perigos que me esperam na pele
e já procuram por frestas

São os mesmos que emudecem a verve
a assassinam poetas

Enquanto

Eu sempre espero esboços
Eu sempre espero trapaças
Eu sempre espero ameaças

Eu sempre cuido dos ninhos
Eu sempre corro nos trilhos
Eu sempre perco os meus cílios

Tomo cuidado com facas
E me esqueço das datas
Batuco em mesas de lata

Enquanto
Eu espero o dia nascer
Eu espero acontecer
Da chave aparecer
Eu sei

Não espero uma solução
Que algo caia na minha mão
Eu tenho os pés no chão

Mas eu cansei de ficar
Esperando à sua mercê
Eu sei que nada mais vai valer

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Traço

Não pense que o silêncio é ruim pra mim
Só porque eu vivo de sobras
Minha cabeça tem um teto que não tem fim
Meu espaço não tem bordas

Todo dia eu quase pego um violão
Quase toco todas as cordas
Toda noite eu não desvio da escuridão
Me enfio em todas as tocas

Sempre procuro árvores pra me encostar
E deixo os pés descalços
Pra roubar uma memória de quem passar
E dormir com sonhos falsos

Quase tudo que me jogam eu deixo passar
Mas nunca perco um abraço
E desenho com os dedos pelo ar
Eu moro no meu traço

E me sinto como os homens que desarmam bombas
E me sinto como quem inventa um brinquedo novo
E me sinto como quem puxa o gatilho por engano

Cáries

Tomo espaços por mim
Abro passagens sem fim
Onde cabem muitas perguntas
E as teses ficam todas assim

Faço perguntas sem sins
Derreto pedras nos rins
Onde tento muitas permutas
Mas as mentiras tem pernas ruins

Já que os espaços não valem
O que dizem as pedras e os mares
Já que as perguntas não valem
O que tomamos dos lares

Pedaços de frases me traem
Armadilhas já bem populares
Quando as nossas culpas recaem
Meus dentes se enchem de cáries

Os meus olhos já não alcançam mais
Já não tem fim, já não tem fim.

Quarto

Me sento nu no quarto e penso em nada
E voltam as idéias e vontades pequenas
Tudo me parece mais fácil
E as mentiras são fáceis

Me deito nu no quarto e tento dormir
E ocupo a minha cabeça que e tão pequena
Dormir parece tão fácil
E os insetos parecem tão hábeis

Enquanto os gatos olham pela janela
E anoite passa tão clara
Eu olho pra parede ela parece tão velha
Palavras colam na minha cara

Foi numa dessas noites que eu aprendi
Que ficar calado pode ser muito bom
Mas nada é muito fácil
As palavras são bastante maleáveis

Foi num desses momentos que eu me rendi
E passei a prestar muita atenção no som
Falar é muito fácil
As pessoas são bastante instáveis

Todos se nos encontram mesmos lugares
Não existe palavra que volta
Todos se entediam e fogem dos lares
E nenhuma frase se solta

Hoje eu não consigo mais dormir

Drink And Cigarettes

My legs are led
My arms are hanging
And I’ve been walking all night long
And I haven’t got my time
I haven’t got my time
I haven’t got my time
I guess I’m not done

You know, I’ve been walking all night long

Well, I’ve found this place to sit
I’ve been nice and quiet
Like a good old pet
You look like someone I have met
You look like someone
Someone I have met

Something is happening and I didn´t get
Or I haven´t got yet

But I’ve got a drink
And cigarettes
What else could I ask?

But I’ve got a drink
And cigarettes
What else could I ask for?

Cat

Cat is on the roof
And she´s faintless
She doesn’t feel a thing
Not her wounds or pains

Cat kills me every time
By words or by just her
She makes the world go wider
Or makes it just go faster

This cat keeps me going
She fouls me that cat
No matter what is rolling
She owns all of that

My popping veins
My fingers on the top
My hurting knees
Nothing makes her stop

Cat purrs inside my head
Leave me here, there instead
I´m not complaining now
Just waiting to be fed

Now I can’t feel my heart
But I can feel the cat

 

Todo Dia

Hoje eu não olhei pra trás
E até que foi bastante bom
Todo galho um dia quebra
É melhor estar fora do abrigo

Todo esforço que a boca faz
Trinca os dentes mais não sai som
Toda amizade celebra
O fato de não termos nenhum amigo

Todo dia eu perco a hora
Todo dia eu perco tempo
Todo dia eu perco brilho

Todo o dia eu perco o dia
Todo dia eu perco um sonho
Todo dia eu perco um filho

Se eu sou mesmo um incapaz
Preciso aproveitar o dom
O risco corrido espera
Pela boa vontade do perigo

É triste ser o bom rapaz
Mas consigo alterar o tom
A alegria foge à regra
Mas algum sarcasmo eu já consigo

Todo dia eu perco a hora
Todo dia eu perco tempo
Todo dia eu perco brilho

Todo o dia eu perco o dia
Todo dia eu perco um sonho
Todo dia eu perco um filho

Se a vontade tira a paz
Desisto de uma conclusão
O meu desejo de guerra
Espera feliz pelo castigo

Se nem toda violência é capaz
De tirar da boca o seu batom
Quase nenhum beijo erra
Então não se preocupe comigo[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]