[vc_row][vc_column][vc_column_text]

“A cidade não se configura mais como objeto de olhar atento, contemplativo, enraizador, como na relação com muitas artes. Tal e qual a dimensão aurática e transforma com a emergência da indústria cultural, a cidade, no nosso olhar, se transforma em fenômeno tátil. Não mais vemos a cidade. A utilizamos. Não mais cidadâos, mas usuários e consumidores” José Márcio Barros (2003)

Ao lado estão os links para imagens do trabalho e outras informações

Uma das peças propostas no Projeto

Outdoor para Cidade Visível

“Cidade Visível” foi apresentado como projeto de conclusão do curso de pós graduação da Escola Guignard (UEMG) em 2004.

Os trabalhos expostos aqui contemplam a cidade, de forma conceitual e poética, tendo como objetivo principal gerar reflexões sobre a imagem e sua relação semiótica com os meios da Arte, da Internet e naturalmente com a fotografia.

Esses trabalhos estão dispostos em duas séries: uma tendo como suporte outdoors e outra, cartões postais. Essa escolha, em si, resume o conceito que mais abrange a significação dos trabalhos feitos, o deslocamento.

O deslocamento espressa-se nas obras tanto pela opção por retirar as obras dos locais tradicionais de exposição – as galerias de Arte -, como também por colocá-las na Internet através da captação da imagem, além do deslocamento intrínseco do trabalho que desvia a significação imediata para uma outra esfera totalmente livre e fértil à geração de novos conceitos e simbologias.

A série OUTDOORS trabalha, basicamente, com a idéia de revelar paisagens encobertas pelas placas publicitárias. Os outdoors apresentam uma imagem fotográfica da área que se encontra atáas delas, de forma que, de um local específico, a imagem do outdoor e a paisagem real ficam contíguas e se completam. As imagens estão congeladas e por isso, confirmam o paradigma fotográfico segundo o qual, a imagem retratada, qualquer que seja ela, está representada por um átimo de sua existência. Não é ela e não abrange a sua totalidade. Do ponto de vista semiótico, ao apresentar no outdoor o que está atrás dele usa o signo – a placa, mídia promocional – para outro sentido: a busca do olhar sem a base mesma que o constitui. Nesse sentido, volta a atenção para o mundo anterior à presença da intervenção midiática. Usando a Internet como meio de exposição desses trabalhos, há um segundo deslocamento já que a fotografia digitalizada é que proporciona a intervenção mesma, ou seja, o posicionamento do corte da foto da cidade sobre o espaço do outdoor.

Com a série POSTAIS ocorre um outro tipo de subtração de elementos subvertendo o signo e portanto criando novas simbologias. Partindo também de um contexto inicialmente fotográfico, ocorre a re-significação quando da retirada das informações contidas nas placas de trânsito. O formato de postal fotográfico, entretanto, remete ainda à fotografia. Nesse sentido, ela se vale da experiência visual cotidiana do espectador mas a reconfigura oníricamente. As obras nessa série traz para o contexto fotográfico e consequentemente para o contexto da Internet, um certo nível de abstração em que se tratam questões geométricas e de composição. O que o autor faz é mais uma vez, chamar a atenção para um espaço urbano em que essas abstrações já se encontram mas não são vistas desse ponto de vista por causa de sua utilidade inicial, a informação nelas contidas. A opção pelo formato de postal não é incomum, desenvolvendo-se desde o século passado. Seu momento mais forte aconteceu nos anos 60. Há hoje desdobramentos desse movimento como a mail-art via Internet além de outras formas de trabalho com redes de comunicação.

Posteriormente, a obra foi apresentada no ambiente digital Second Life, a convite da Galeria Ars Virtua. Link[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]